Prazer em duas rodas

Uso da bicicleta gera melhorias na saúde e é aliado da mobilidade urbana

Pedala Gama (15)

Magrela, camelo, bike… não importa o apelido, importante mesmo são os benefícios proporcionados pelo ciclismo, um esporte completo e que ainda oferece aos praticantes os prazeres de desbravar a cidade por outro ângulo e distante dos motores do dia a dia. Os custos para a prática desse esporte variam, mas com uma bicicleta e equipamentos de segurança, qualquer um pode ir longe e conquistar qualidade de vida. Pedalar melhora o condicionamento físico, a circulação sanguínea, fortalece os músculos, auxilia no emagrecimento, reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca, trabalha o sistema respiratório e cardiovascular. Além de reduzir o colesterol ruim, o chamado LDL e promover melhoras na oxigenação do cérebro.

Na prática, a soma desses fatores gerados pela prática regular do ciclismo resulta em mais disposição para as tarefas do dia a dia, explica o professor de educação física Renato André Silva. Ele também destaca que o ciclismo é uma atividade de baixo impacto, por esse motivo os riscos de lesão são menores. “Você consegue se condicionar poupando suas articulações. Por que muitas vezes isso faz com que as pessoa se retirem da prática dos exercícios: elas mal começam uma atividade e já se machucam”

O ciclista Francisco Pereira pedala todos os dias

O ciclista Francisco Pereira pedala todos os dias

Por ser uma atividade aeróbica e trabalhar o sistema cardiovascular, o ciclismo fortalece o coração, explica o angiologista e cirurgião vascular Edson Amaro Neves. “Em muitos casos a prática do esporte até auxilia na terapêutica de recuperação de um cardiopata e age também na prevenção”. Outra vantagem para quem pedala é conquistar pernas bonitas e livres de varizes. “É uma atividade que vai estimular muito inclusive a estética da perna, a musculatura da perna vai ser favorecida. É um esporte salutar e ajuda também na prevenção das varizes”, diz Neves.

Os especialistas asseguram que o ciclismo é benéfico para todas as idades. Com a avaliação e acompanhamento de um profissional e sempre com os equipamentos de segurança, crianças, adultos e idosos estão aptos a pedalar. Francisco de Assis Pereira, 26, pedala desde os 9 anos de idade e utiliza a bicicleta para lazer e também como meio de transporte. “Todos os dias à tarde a passeio sozinho ou com a minha cadela, inclusive é o meu principal meio de transporte e em alguns finais de semana gosto de pegar umas trilhas pelo cerrado”.

Pedalar sozinho ou em grupo

O ciclismo pode ser praticado individualmente, mas quem prefere praticar de forma coletiva, pode convidar os amigos ou entrar em grupos de ciclistas já existentes. O grupo Pedala Gama, criado em 2010, tem como objetivo incentivar a prática do esporte e oferecer segurança e companhia aos ciclistas que desejarem explica um dos coordenadores do Pedala Gama, Cláudio Pinheiro Ferreira, 42. O grupo já conta com 578 participantes. No início, eram menos de cem pessoas.  “Estamos fazendo um bom trabalho de acolhimento. Os ciclistas que desconhecem totalmente o equipamento recebem orientações e sempre tem o carinho dos coordenadores”.

Há horários e percursos classificados por níveis de dificuldade. Os iniciantes percorrem trajetos mais curtos, de 17 km, e à medida que o nível avança, o participante pode optar por ampliar os quilômetros percorridos. Os trajetos classificados como difíceis ultrapassam 100 km e as clicloviagens, realizadas esporadicamente, chegam a quase 600 km, ida e volta. Para incentivar os ciclistas foi criado um ranking e cada pedal é contabilizado, quando o participante atinge determinada meta é premiado com medalhas.  O pedal para iniciante acontece sempre aos domingos, às 8 horas da manhã, concentração na pista de cooper.

Imagem

Grupo Pedala Gama

Para participar do grupo basta ter uma bicicleta e ter todos os equipamentos como luvas, óculos, sinalizadores, câmaras e remendos reservas, garrafinhas de água. O uso do capacete já é obrigatório pelo Código de Trânsito Brasileiro e não deve ser esquecido, recomenda o professor Renato André Silva. “Cair com a mão no asfalta você rala, agora bater a cabeça muitas vezes pode ser irreversível, então o capacete é básico”. Beber água com frequência e comer de forma adequada também contribuem para o sucesso da pedalada, sempre com respeito aos limites do corpo.

Escolher a roupa adequada e os calçados corretos para essa atividade é outro ponto que deve ser considerado, ressalta o educador físico e professor de ciclismo in door Sérgio Nunes. “Quando falamos em pedalar, imaginamos os movimentos que fazemos com nossos membros inferiores e consequentemente nos pés. É o que faz o contato direto com os pedais e por deve estar bem equipado”. Ele recomenda o uso de sapatilhas para ciclismo que possui um sistema de ventilação especial e adere ao pedal e permite pedalas firmes e fortes, sem o risco do pé escorregar. Uma alternativa para as sapatilhas são tênis. “Aconselho um tênis com solado rígido, porém confortável e que guarde os cadarços dentro tênis para evitar acidentes.”

In door x ao ar livre

O ciclismo in door existe no Brasil há cerca de 18 anos. Praticado em academias ou em eventos, essa atividade simula as pedaladas ao ar livre e gera os mesmos benefícios. “É praticada numa bicicleta estacionaria de peão (catraca) fixo, onde o praticante através do simples ajuste manual pode simular diversos tipos de terrenos e tencionar a carga simulando a marcha da bicicleta.”, explica o professor de ciclismo in door, Sérgio Nunes. 

A prática é recomendada para pessoas de qualquer idade. Nunes afirma que aquelas pessoas com pouco tempo, que têm o objetivo de perder peso, e melhorar o condicionamento físico são as que mais procuram pelo ciclismo in door. Atletas em fase de recuperação ou reabilitação cardiovascular ou orto muscular também costumam de optar pelas pedalas em ambiente fechado. “O que difere essa modalidade do ciclismo praticado na rua, principalmente é o prazer em sentir o vento na cara, as paisagens, as surpresas pelo caminho”, compara o professor.

Ciclovias: alternativa de mobilidade urbana sofre críticas

Até o final de 2014 o Distrito Federal deve ter 600 km de ciclovias. Essa é a meta do Governo do Distrito Federal prevista no Plano de Mobilidade por Bicicleta do DF. O documento propõe três eixos: Infraestrutura, Mudança de Comportamento e Serviços.

Uma das principais ações do primeiro eixo é a construção das rotas cicloviárias e de estacionamentos exclusivos para bicicletas. O segundo trata de ações de incentivo ao uso do transporte alternativo, como campanhas publicitárias e também doação de bicicletas para estudantes. No eixo de Serviços estão incluídas ações que ofereçam versatilidade ao cidadão, ciclofaixa do lazer aos domingos e a bicicleta de aluguel são algumas das propostas.

Para o coordenador do Fórum de Mobilidade por Bicicleta, Paulo Alexandre Passos, os investimentos são importantes para uma mudança de cultura da sociedade e contribuem para os problemas de mobilidade urbana. “É dar uma outra alternativa de transporte para aqueles trajetos de curta distância. Ao invés da pessoa fazer um trajeto de 5 km para trabalhar de carro, ela tem uma outra oportunidade agora de fazer de forma segura nas ciclovias, por bicicleta, então é isso como uma alternativa da mobilidade na cidade”, afirma.

No Gama serão construídos 25 km da faixa exclusiva. A obra foi divida em duas etapas, a primeira teve início em maio e conta com 13,5 km e a segunda 11,5 km.  Para o aposentado João de Souza, 74, as ciclovias são importantes, pois oferecem mais segurança ao ciclista. Entretanto, ainda sim é preciso enfrentar obstáculos, no caso os pedestres que utilizam o espaço para fazer caminhada. “A gente precisa desviar, ficar esperando. Essa pista aqui não é só para ciclista”, reclama.

Outro problema apontado por Francisco de Assis Pereira são falhas no trajeto construído que, segundo ele, oferecem perigo ao ciclista. “Alguns desvios em minha opinião são desnecessários, como a do semáforo entre o Corpo de Bombeiros e do Estádio. O trajeto poderia continuar em linha reta, fazendo o ciclista obedecer ao sinal junto com os carros”. Ele também sugere a construção de ciclovia próxima a Rodoviária e ao Hospital.

O arquiteto e urbanista Ariomar Nogueira alerta para riscos de acidente devido a irregularidades na pista exclusiva. “A ciclovia, que não é ciclovia, é uma obra urbanisticamente irresponsável. Ela é o ‘possíveis prováveis curvas da morte’”. Um dos problemas apontados por ele é falta de avisos nos pontos em que a ciclovia é interrompida para passagem de veículos.

As curvas também podem comprometer a segurança de quem passa de bicicleta pelo local, alerta Nogueira. “Em alguns pontos, a ciclovia ficou a pista de rolamento e por isso no momento que a pessoa frear, ela pode, perder o controle e cair na pista de rolamento,  podendo ser atropelada”, analisa. Ele recomenda a implantação de grades de segurança em todo o percurso e saídas devidamente sinalizadas. Enquanto as alterações para proteção não são feitas, o urbanista recomenda a retirada das ciclovias.

Em nota, a assessoria de comunicação da Administração Regional do Gama informa que “A maior parte do percurso atende as demandas de proteção e mobilidade ao ciclista e oferece muito mais segurança que a vulnerabilidade das vias que transitam os automóveis”.

Anúncios

Repensar a cidade – Centro Cultural Itapuã

Avança na Administração Regional do Gama o processo para revitalização do Centro Cultural Itapuã.  A previsão é que as obras comecem no início de 2014

Foto: Walter Sarça

 Há nove anos desativado e em estado de deterioração, o Centro Cultural Itapuã pode enfim reabrir as portas para o público. Tramita na Administração Regional do Gama o processo para revitalização do espaço.  Até o momento a Comissão de Estudo e Projeto para a Restauração do Cine Itapuã,criada para estudar a reforma do local, já realizou levantamento da estrutura física e uma audiência pública, no dia 23 de março,sobre o Centro Cultural. O próximo passo é a construção do projeto de arquitetura, que deve ser liberado para consulta à comunidade até junho deste ano.

O projeto será elaborado por arquitetos da Administração e da Secretaria de Cultura e levará em conta as sugestões feitas pela comunidade no dia da audiência. As propostas foram variadas, mas convergem em um ponto: todos querem vero espaço cultural ativo novamente.

As pessoas que participaram da audiência propuseram a transformação da área – que inclui a praça, o parquinho e os Correios, em um complexo cultural que abrigue várias linguagens artísticas. Os lojistas também pediram a inclusão das lojas na reforma. Apesar de a Administração ter sinalizado que há a possibilidade de ampliar os andares do edifício que abriga o Centro Cultural, e comunidade pediu a preservação da arquitetura original, também solicitou que o espaço fosse utilizado apenas para produção e atividades artísticas. Além disso, houve proposta para abertura de concurso de arquitetura para a escolha do projeto do Complexo Cultural – sugestão essa já descartada pela administração, sob a alegação de não haverrecursos financeiros. Com relação a como será gerido o espaço, uma das propostas consiste na gestão compartilhada entre compartilhada entre poder público e sociedade civil. A comunidade pediu ainda a criação de uma comissão para obtenção de recursos financeiros.

O arquiteto Ariomar da Luz Nogueira, 66, criou um projeto arquitetônico para o Centro Cultural Itapuã e levou à audiência. Ele propõe a reestruturação da parte interna e da parte externa com um teatro de arena e uma torre piramidal com homenagem a todos os artistas do Gama. “Uma cidade para existir como cidade ela tem que ter um espaço cultural e o espaço que temos é justamente o Itapuã que está naquele estado”, afirma.

De acordo com o administrador do Gama, Márcio Palhares, todas as propostas serão consideradas, mas o projeto final será feito pelo governo. “Em um segundo momento, iremos apresentar o projeto de arquitetura para a comunidade, levando em consideração outras audiências, as discussões técnicas, os recursos que estão previstos. Assim, faremos o modelo de centro cultural. A gente vai apresentar uma coisa direcionada, levando em conta o que já foi discutido até então”, explica. A forma de gestão e os critérios para utilizar o local também serão discutidos pela Comissão de Estudo e Projeto para a Restauração do Cine Itapuã. “A gente quer que a gestão fique na cidade, de preferência com a comunidade cuidando, mas isso não está claro.”

O “pacote pronto” será apresentado para a comunidade, que poderá sugerir modificações. Quando for aprovado, o próximo passo da Comissão será o orçamento. Segundo Palhares, dois deputados já sinalizaram a liberação de recursos para a obra. Após essa fase, será aberto o processo para licitação, que dura entre 2 e 3 meses. “Esse é o grande momento da cultura do Gama. Coma revitalização do Centro Cultural Itapuã será possível dar oportunidade à classe artística, atores, cantores, poetas. A comunidade terá um espaço de cultura, e não precisará se deslocar para assistir peças teatrais e shows”, acredita Palhares.

Imagem

 A expectativa agora é que o Centro Cultural Itapuã volte a ser de grande efervescência cultural, como sugere o conselheiro de cultura Flávio Pinheiro, 44. “O resgate desse espaço vai trazer em primeiro lugar um fomento à economia criativa aqui no Gama. Vai também melhorar a vida dos nossos produtores, sejam da área do teatro, do cinema, da música, das artes plásticas e do artesanato também”. A atriz e produtora Leda Carneiro, 43, gestora do Espaço Cultural Bagagem também celebra a iniciativa de revitalização do Itapuã. “É imprescindível que aconteça. A gente não pode perder umespaço daquele tamanho, que já tem uma história, então tem que ser feito mesmo, já está até atrasado, essa reforma já tinha que ter acontecido antes”.

 Ludimila Ferreira, 21, e André Lucas Veríssimo, 21, estudantes do curso de engenharia da Universidade de Brasília, moram no Gama desde 2012 e não sabiam que o espaço deteriorado na praça do setor central já foi um dos locais mais importantes do Gama. “Eu achava que aqui só tinha o comércio mesmo, nem sabia que isso era um espaço cultural”, afirma Ludimila.

Histórico

Centro Cultural Itapuã - Arquivo Administração  (2)

O Centro Cultural Itapuã é o antigo Cine Itapuã, inaugurado em 28 de março de 1961. O espaço, gerenciado pela Empresa Cinematográfica Paulo Sá Pinto, foi o primeiro prédio construído na cidade e o segundo cinema do Distrito Federal. O local já recebeu lançamentos de filmes, festivais internacionais e apresentação de artistas como Oswaldo Montenegro, Emílio Santiago e Beto Guedes.

Em 1986, o espaço do cinema foi vendido para os lojistas da região, eles compraram e doaram a área para a Administração do Gama. Porém, o processo de transferência legal não estava completo e só foi regularizado em 2012. Dois anos após a venda, o espaço foi reformado e passou a ser administrado pelo Cine Clube Porta Aberta.

Ato Itapuã pela Arte                        

A comunidade pretende dar desdobramento à audiência pública e organiza um ato em prol do espaço. O Ato Itapuã pela Arte será realizado no dia 5 de maio na praça do Centro Cultural Itapuã.Durante todo o dia, acontecerão diversas apresentações de música, teatro e poesia. No local também estarão expostos trabalhos desenvolvidos por artistas da cidade. Mais informações pelo e-mail atoitapuapelaarte@gmail.com

*Matéria publicada inicialmente na edição nº37 do jornal Folha Independente do Gama

Brasília de Todos os Cantos seleciona bandas de Santa Maria

Os grupos selecionados para o evento terão 30 minutos de apresentação e cachê de 600 reais

Imagem

Estão abertas as inscrições para o projeto Brasília de Todos os Cantos. As bandas interessadas em participar do evento devem preencher a ficha, disponível no site do projeto, e entregá-la na Administração Regional de Santa Maria até o dia 4 de julho. Junto com o documento é preciso anexar um material de áudio para ser avaliado pela banca. Das inscritas, três serão selecionadas para se apresentarem, em Santa Maria, nos dias 28 e 29 de julho. O resultado será divulgado no dia 10 de julho.

O Brasília de Todos os Cantos é uma iniciativa artistas independentes do Distrito Federal. Eles se uniram para fomentar a cultura na capital do Brasil e levar diversão e arte para as regiões administrativas.  Juntas, as seis bandas Jazahu, Ciclone na Muringa, Casacasta, Vassoura Elétrica, Beladita Maldona, e Alínea 11 criaram uma coletânea e já organizaram duas edições do evento: em Planaltina e no Gama.

Em cada cidade, além da participação das seis bandas, o projeto seleciona três bandas locais para mostrarem o trabalho. O convite está aberto para artistas de qualquer estilo musical, desde que no mínimo um integrante seja morador de Santa Maria. Outro requisito é que o grupo tenha iniciado as atividades artísticas entre 2011 e 2012. Essa comprovação será feita por meio da declaração do responsável e podem-se utilizar fotos, panfletos e matérias jornalísticas.

A avaliação das bandas será feita por uma comissão presidida pela produtora do evento, composta por dois representas do núcleo artístico do BTC e por um representante da Administração Regional. Os critérios são: adequação da proposta ao evento, potencial de desenvolvimento no cenário do DF, clareza da proposta e qualidade artística dos candidatos.

Os artistas selecionados serão notificados por e-mail ou por telefone, no dia 10 de julho, e devem assinar o contrato em até três dias. O tempo previsto para a apresentação das bandas é de 30 minutos e o cachê das bandas é no valor de 600 reais. Além disso, o grupo tem direito ao material de divulgação do evento, três fotografias profissionais, impressas em formato 15X21 e em mídia digital e registro audiovisual profissional da apresentação em mídia DVDO evento é apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e pela Administração Regional de Santa Maria. 

As fichas estão disponíveis no site: www.brasiliadetodososcantos.blogspot.com

Processo seletivo para o Brasília de Todos os Cantos em Santa Maria
Período:
Até às 18h do dia 4 de julhoLocal para entrega do documento: Administração Regional de Santa Maria –  Avenida dos Alagados, QC 01, Área Especial Lote B
Resultados: Dia 10 de julho


Contato:
8154-3073/8490-3179
e-mail: producao.btc@gmail.com

De olho no Pará

Artistas paraenses estouram no mercado e mostram para o Brasil a riqueza cultural do estado

Pará do Carimbó, do Calipso brasileiro, do Tecnobrega. Definir o mercado fonográfico desse estado só a partir desses três ritmos é pecar contra a intensa produção cultural dos artistas paraenses.  O Pará é Carimbó, é Calipso é Techno Brega e muito mais!!

A região norte do país por muito tempo esteve fora do campo de visão das produtoras e, consequentemente, do público. Mas, enquanto o Brasil não olhava, o Pará produzia e agora apresenta ao mundo um novo jeito de fazer música.  Uma das artistas que contribui para revelar o estado é Gaby Amarantos. A paraense estourou na internet com a música Xirlei, foi eleita pela revista Rolling Stones um dos destaques de 2011 e em breve lança CD.

Em entrevista ao programa Giro Brasil Online, produzido pela Agência Radioweb, Gaby explicou sobre a forma de produção no mercado local. Gaby comenta que no estado a pirataria e os camelôs ajudam na divulgação do artista. Então, para mover a indústria utilizaram esse sistema informal.

“Esse movimento já tem mais de 10 anos no estado e agora está efervescente no país. É uma luta de muitos anos para fazer o país entender que esse movimento que vem da periferia é um grande fenômeno é  um novo modelo de mercado, e acima de tudo música animada, música muito dançante

O sistema de reprodução é a pirataria.

“Aparelhagem é um imenso sistema de som onde tem uma cabine muito grande com uma dupla de DJs que fica tocando Techno brega, e como se fosse uma rave paraense. Você é um artista e vai divulgar sua musica em uma festa, o DJ já está gravando um CD com sua participação e meia hora depois você já pode comprar esse CD . Essas festas movimentam um publico de 30 a 40 mil pessoas. Funciona assim: a pessoa vai lá na festa de aparelhagem, compra o seu CD, esse CD já vai para o camelô, vende no outro dia, essa música estoura no mercado comercial e você ganha dinheiro nos shows, depois disso que as rádios começam a tocar.”

Ouça a íntegra. Apresentadores do programa: Natália Pianegonda e Humberto de Campos:

Allan Barbosa cotado para administrador

“Jornalista pode assumir administração do Gama.

As mudanças nos primeiro e segundo escalões do governo Agnelo devem alterar os dirigentes de algumas administrações regionais até o dia 15 de janeiro. A cidade do Gama, que tem uma interina desde a saída de Adauto Rodrigues no início de dezembro, deve ser uma das que terá novidade. O jornalista e radialista Allan Barbosa é atualmente um dos mais cotados.
Filiado ao PT e amigo do governador Agnelo, com quem trabalhou na assessoria de Comunicação no Ministério do Esporte e atualmente na Comunicação do GDF, Allan Barbosa é também muito próximo ao deputado Patrício: ambos nasceram e residem no Gama e têm uma luta em comum pela cidade.  Barbosa também é especialista em Administração e Marketing.
Parece que o nome do jornalista é consenso também em outros segmentos da comunidade. O presidente da Associação Comercial do Gama, lideranças do movimento cultural, padres católicos da cidade e militantes do PT já manifestaram apoios ao governador e ao deputado Patrício pelo nome do radialista.”
Fonte: Blog do Protozoário

Querido 2011,

Nem lembro as exigências que te fiz quando começamos nosso relacionamento. Me recordo que eu estava nas alturas quando você chegou…. E começou com um grande de um sorriso, uma gargalhada, e a consciência de que a alegria é algo tão simples.

Nosso relacionamento passou muito rápido, e já chegou ao fim. Mas, sabe que me deixa saudades? Não vou dizer que você foi único, é hipocrisia. Como diria Raul, todas as maças são iguais…É isso aí, todos anos são iguais, meu caro.

Não posso reclamar, aprendi muita coisa. Aprendi que pedir para não me apaixonar é algo impossível, isso é de mim. Tenho apego pela sensação de amar. Aprendi que sim, existem pessoas dupla face, e elas estão mais perto que imaginamos. Talvez, pelo fato de ter ampliado meu círculo social e também aumentado a quantidade de álcool ingerida, que resulta no aumento significativo das merdas feitas. Aprendi que sou mais persistente que imaginava, e tenho mais força de vontade que parece! Lutei pelo que eu quis, e consegui tudo o que eu precisava! Descobri que choro facilmente, e minhas lágrimas não são confiáveis. Reconheci um tanto de defeito, e a tarefa de me livrar deles deixo para 2012.

Foi o ano dos caras errados, dos certos também, e de chegar ao final do ano e se dá conta de que só uma pessoa importa. E que apesar de ainda não ter aprendido a demonstrar, minhas pernas tremem ao pensar em perdê-lo…

Falando em demonstrar, isso 2011 você não foi capaz de me ensinar a fazer. (Puta que pariu! Disse a princesinha). Se as pessoas que me cercam soubessem o quanto as amo, me tornaria uma pessoa muito melosa. Mas, quem sabe sabe….haha.

Só te peço mais uma coisa 2011…fica com o meu eu.

2012, olha lá em..não escuta o que os maias dizem, não é nada disso que você está pensando. Não termina comigo antes do tempo..

Nas selvas do capitalismo

Sobrevive na selva das cidades o mais esperto, mas todos são convidados a lutar e participar de um jogo brutal e desonesto. Quem se recusa a jogar, se torna peça do tabuleiro.

A peça “Na selva das cidades” retrata as relações de disputas em um centro urbano. Dirigida por Aderbal Freire Filho, a obra é um texto do alemão Bertolt Brecht.  Chicago, 1912, a família Garga sai do interior para buscar uma vida melhor na cidade grande, mas nada é como imaginavam. Na metrópole, eles vivem em um local ruim e passam por necessidades. Uma trama comum, mas que ganha intensidade com a chegada de Shlink e o convite à George Garga para entrar no jogo da selva. Disputas de força e de superioridade embalam o contato do comerciante rico e soberbo com o jovem vendedor de livros. As demonstrações de poder escondem a fraqueza dos personagens principais.

Ser humilhado por Shlink desperta em George o desejo de vingança. Ele consegue encontrar o comerciante e adquirir toda a riqueza dela. Mesmo depois de humilhar o homem, o jovem continua insatisfeito e acorrentado ao ódio que criou. No jogo de Shlink e George outras pessoas se envolvem, mas elas não têm poder, são apenas manuseadas.

O mundo moderno cria a vontade de vencer a qualquer custo. Pelo menos a impressão de ser vencedor. As disputas, a concorrência, a sensação de superioridade querem maquiar o medo e a inferioridade das pessoas.  A obra foi escrita entre 1921 e 1923 e não tem prazo de validade. Assisti-la é sem dúvida fazer comparações e aplicar cada cena ao mundo real.

A interpretação cativante do elenco somada ao humor que dá leveza à peça, fazem as três horas de duração do espetáculo passarem despercebidas. Este não é um texto em que você irá encontrar frases de impacto. É uma obra de impacto.