Brasília de Todos os Cantos seleciona bandas de Santa Maria

Os grupos selecionados para o evento terão 30 minutos de apresentação e cachê de 600 reais

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Estão abertas as inscrições para o projeto Brasília de Todos os Cantos. As bandas interessadas em participar do evento devem preencher a ficha, disponível no site do projeto, e entregá-la na Administração Regional de Santa Maria até o dia 4 de julho. Junto com o documento é preciso anexar um material de áudio para ser avaliado pela banca. Das inscritas, três serão selecionadas para se apresentarem, em Santa Maria, nos dias 28 e 29 de julho. O resultado será divulgado no dia 10 de julho.

O Brasília de Todos os Cantos é uma iniciativa artistas independentes do Distrito Federal. Eles se uniram para fomentar a cultura na capital do Brasil e levar diversão e arte para as regiões administrativas.  Juntas, as seis bandas Jazahu, Ciclone na Muringa, Casacasta, Vassoura Elétrica, Beladita Maldona, e Alínea 11 criaram uma coletânea e já organizaram duas edições do evento: em Planaltina e no Gama.

Em cada cidade, além da participação das seis bandas, o projeto seleciona três bandas locais para mostrarem o trabalho. O convite está aberto para artistas de qualquer estilo musical, desde que no mínimo um integrante seja morador de Santa Maria. Outro requisito é que o grupo tenha iniciado as atividades artísticas entre 2011 e 2012. Essa comprovação será feita por meio da declaração do responsável e podem-se utilizar fotos, panfletos e matérias jornalísticas.

A avaliação das bandas será feita por uma comissão presidida pela produtora do evento, composta por dois representas do núcleo artístico do BTC e por um representante da Administração Regional. Os critérios são: adequação da proposta ao evento, potencial de desenvolvimento no cenário do DF, clareza da proposta e qualidade artística dos candidatos.

Os artistas selecionados serão notificados por e-mail ou por telefone, no dia 10 de julho, e devem assinar o contrato em até três dias. O tempo previsto para a apresentação das bandas é de 30 minutos e o cachê das bandas é no valor de 600 reais. Além disso, o grupo tem direito ao material de divulgação do evento, três fotografias profissionais, impressas em formato 15X21 e em mídia digital e registro audiovisual profissional da apresentação em mídia DVDO evento é apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e pela Administração Regional de Santa Maria. 

As fichas estão disponíveis no site: www.brasiliadetodososcantos.blogspot.com

Processo seletivo para o Brasília de Todos os Cantos em Santa Maria
Período:
Até às 18h do dia 4 de julhoLocal para entrega do documento: Administração Regional de Santa Maria –  Avenida dos Alagados, QC 01, Área Especial Lote B
Resultados: Dia 10 de julho


Contato:
8154-3073/8490-3179
e-mail: producao.btc@gmail.com

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Jornalista conta sobre a cobertura da Primavera Árabe

As manifestações populares no Oriente Médio e no Norte da África duraram um ano e resultaram na queda de quatro ditaduras

Ari Peixoto, jornalista da TV Globo, acompanhou por vinte dias os protestos da Primavera Árabe no Cairo Capital do Egito, e revela em coletiva de imprensa a estudantes do Centro Universitário IESB os bastidores da cobertura jornalística dessa revolta popular. No Egito, as manifestações aconteceram no início de 2011 e foram o marco das mudanças sociais e políticas no país. Durante este período de conflitos o mundo voltou às atenções ao oriente médio, e os meios de comunicação internacionais e as novas tecnologias permitiram que as pessoas assistissem à revolução.

Fazer a cobertura da Primavera Árabe foi para Ari Peixoto “Uma experiência interessante”, ele conta, começando pelo fato de que o jornalista não sabe falar o idioma árabe. Para entender os gritos de ordem e saber o que acontecia, Peixoto precisava encontrar na multidão egípcios que falassem inglês e pudessem traduzir os comandos. Dessa forma, ele conseguiu colher todas as informações necessárias para produzir as matérias para os telejornais da Globo e da Globo News.

A boa vontade da população e a simpatia por brasileiros facilitaram o trabalho de Peixoto, mas ainda sim o clima de tensão prevalecia em todo o tempo. Os grupos favoráveis ao regime do ditador Hosni Mubarack vigiavam a cidade, intimidavam manifestantes e faziam o possível para impedir que a imprensa atuasse.

Nos 20 dias de trabalho, Peixoto assistiu colegas de outras emissoras serem agredidos e terem os materiais quebrados por militares, mas ele soube agir de maneira discreta e segura: “O jornalista não precisa ser um mártir”. A criatividade e conhecimento de ferramentas digitais foi fundamental para que o trabalho fosse concluído. Em um dos dias de cobertura, o tumulto era grande e os conflitos estavam acirrados na Praça Tahrir, nessa situação expor os materiais jornalísticos como câmeras e gravadores colocaria em risco a vida do cinegrafista e do jornalista. A solução encontrada pelos profissionais foi utilizar o celular com câmera para produzir a matéria e enviar para a redação. A alternativa funcionou e provou que coberturas especiais exigem a sensibilidade e profissionalismo da equipe.

De olho no Pará

Artistas paraenses estouram no mercado e mostram para o Brasil a riqueza cultural do estado

Pará do Carimbó, do Calipso brasileiro, do Tecnobrega. Definir o mercado fonográfico desse estado só a partir desses três ritmos é pecar contra a intensa produção cultural dos artistas paraenses.  O Pará é Carimbó, é Calipso é Techno Brega e muito mais!!

A região norte do país por muito tempo esteve fora do campo de visão das produtoras e, consequentemente, do público. Mas, enquanto o Brasil não olhava, o Pará produzia e agora apresenta ao mundo um novo jeito de fazer música.  Uma das artistas que contribui para revelar o estado é Gaby Amarantos. A paraense estourou na internet com a música Xirlei, foi eleita pela revista Rolling Stones um dos destaques de 2011 e em breve lança CD.

Em entrevista ao programa Giro Brasil Online, produzido pela Agência Radioweb, Gaby explicou sobre a forma de produção no mercado local. Gaby comenta que no estado a pirataria e os camelôs ajudam na divulgação do artista. Então, para mover a indústria utilizaram esse sistema informal.

“Esse movimento já tem mais de 10 anos no estado e agora está efervescente no país. É uma luta de muitos anos para fazer o país entender que esse movimento que vem da periferia é um grande fenômeno é  um novo modelo de mercado, e acima de tudo música animada, música muito dançante

O sistema de reprodução é a pirataria.

“Aparelhagem é um imenso sistema de som onde tem uma cabine muito grande com uma dupla de DJs que fica tocando Techno brega, e como se fosse uma rave paraense. Você é um artista e vai divulgar sua musica em uma festa, o DJ já está gravando um CD com sua participação e meia hora depois você já pode comprar esse CD . Essas festas movimentam um publico de 30 a 40 mil pessoas. Funciona assim: a pessoa vai lá na festa de aparelhagem, compra o seu CD, esse CD já vai para o camelô, vende no outro dia, essa música estoura no mercado comercial e você ganha dinheiro nos shows, depois disso que as rádios começam a tocar.”

Ouça a íntegra. Apresentadores do programa: Natália Pianegonda e Humberto de Campos:

Allan Barbosa cotado para administrador

“Jornalista pode assumir administração do Gama.

As mudanças nos primeiro e segundo escalões do governo Agnelo devem alterar os dirigentes de algumas administrações regionais até o dia 15 de janeiro. A cidade do Gama, que tem uma interina desde a saída de Adauto Rodrigues no início de dezembro, deve ser uma das que terá novidade. O jornalista e radialista Allan Barbosa é atualmente um dos mais cotados.
Filiado ao PT e amigo do governador Agnelo, com quem trabalhou na assessoria de Comunicação no Ministério do Esporte e atualmente na Comunicação do GDF, Allan Barbosa é também muito próximo ao deputado Patrício: ambos nasceram e residem no Gama e têm uma luta em comum pela cidade.  Barbosa também é especialista em Administração e Marketing.
Parece que o nome do jornalista é consenso também em outros segmentos da comunidade. O presidente da Associação Comercial do Gama, lideranças do movimento cultural, padres católicos da cidade e militantes do PT já manifestaram apoios ao governador e ao deputado Patrício pelo nome do radialista.”
Fonte: Blog do Protozoário

Querido 2011,

Nem lembro as exigências que te fiz quando começamos nosso relacionamento. Me recordo que eu estava nas alturas quando você chegou…. E começou com um grande de um sorriso, uma gargalhada, e a consciência de que a alegria é algo tão simples.

Nosso relacionamento passou muito rápido, e já chegou ao fim. Mas, sabe que me deixa saudades? Não vou dizer que você foi único, é hipocrisia. Como diria Raul, todas as maças são iguais…É isso aí, todos anos são iguais, meu caro.

Não posso reclamar, aprendi muita coisa. Aprendi que pedir para não me apaixonar é algo impossível, isso é de mim. Tenho apego pela sensação de amar. Aprendi que sim, existem pessoas dupla face, e elas estão mais perto que imaginamos. Talvez, pelo fato de ter ampliado meu círculo social e também aumentado a quantidade de álcool ingerida, que resulta no aumento significativo das merdas feitas. Aprendi que sou mais persistente que imaginava, e tenho mais força de vontade que parece! Lutei pelo que eu quis, e consegui tudo o que eu precisava! Descobri que choro facilmente, e minhas lágrimas não são confiáveis. Reconheci um tanto de defeito, e a tarefa de me livrar deles deixo para 2012.

Foi o ano dos caras errados, dos certos também, e de chegar ao final do ano e se dá conta de que só uma pessoa importa. E que apesar de ainda não ter aprendido a demonstrar, minhas pernas tremem ao pensar em perdê-lo…

Falando em demonstrar, isso 2011 você não foi capaz de me ensinar a fazer. (Puta que pariu! Disse a princesinha). Se as pessoas que me cercam soubessem o quanto as amo, me tornaria uma pessoa muito melosa. Mas, quem sabe sabe….haha.

Só te peço mais uma coisa 2011…fica com o meu eu.

2012, olha lá em..não escuta o que os maias dizem, não é nada disso que você está pensando. Não termina comigo antes do tempo..

Nas selvas do capitalismo

Sobrevive na selva das cidades o mais esperto, mas todos são convidados a lutar e participar de um jogo brutal e desonesto. Quem se recusa a jogar, se torna peça do tabuleiro.

A peça “Na selva das cidades” retrata as relações de disputas em um centro urbano. Dirigida por Aderbal Freire Filho, a obra é um texto do alemão Bertolt Brecht.  Chicago, 1912, a família Garga sai do interior para buscar uma vida melhor na cidade grande, mas nada é como imaginavam. Na metrópole, eles vivem em um local ruim e passam por necessidades. Uma trama comum, mas que ganha intensidade com a chegada de Shlink e o convite à George Garga para entrar no jogo da selva. Disputas de força e de superioridade embalam o contato do comerciante rico e soberbo com o jovem vendedor de livros. As demonstrações de poder escondem a fraqueza dos personagens principais.

Ser humilhado por Shlink desperta em George o desejo de vingança. Ele consegue encontrar o comerciante e adquirir toda a riqueza dela. Mesmo depois de humilhar o homem, o jovem continua insatisfeito e acorrentado ao ódio que criou. No jogo de Shlink e George outras pessoas se envolvem, mas elas não têm poder, são apenas manuseadas.

O mundo moderno cria a vontade de vencer a qualquer custo. Pelo menos a impressão de ser vencedor. As disputas, a concorrência, a sensação de superioridade querem maquiar o medo e a inferioridade das pessoas.  A obra foi escrita entre 1921 e 1923 e não tem prazo de validade. Assisti-la é sem dúvida fazer comparações e aplicar cada cena ao mundo real.

A interpretação cativante do elenco somada ao humor que dá leveza à peça, fazem as três horas de duração do espetáculo passarem despercebidas. Este não é um texto em que você irá encontrar frases de impacto. É uma obra de impacto.