No ritmo da educação

Projeto oferece oficinas gratuitas de percussão para crianças, adolescentes e adultos. As aulas acontecem sempre às quartas-feiras

Oficinas Tambores na Escola - Créditos Josemildo Cavalcante

 

 

A música é a matéria prima do Projeto Tambores na Escola. É por meio do ensino da percussão que os instrutores do projeto difundem a cultura afro-brasileira e levam para a comunidade uma alternativa de lazer e educação. Idealizado por João Monteiro, 58, especialista em Percussão Popular e em Cultura Afro-Brasileira, o Tambores na Escola foi criado em 2001 e chegou ao Gama em 2012. Desde então, por meio do projeto, acontecem oficinas de instrumentos percussivos na cidade, atualmente cerca de 30 pessoas são atendidas. Apesar do nome, as aulas não se limitam ao ambiente escolar, quadras de esportes também podem ser palco da batucada. Os encontros semanais acontecem na sede do Projeto, localizada na Quadra 1 do Setor Sul.

 
Oficinas Tambores na Escola - Créditos Josemildo Cavalcante (1) No ano passado, o Tambores na Escola recebeu apoio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do DF e realizou oficinas em três escolas: Centro de Ensino Fundamental 11 Centro de Ensino Fundamental 15 e Centro Educacional. Ao todo, 150 pessoas foram contempladas. Parte dos instrumentos utilizados nas aulas são dos integrantes do projeto e outros emprestados pelo Centro Social Cantinho do Girassol, de Ceilândia. O coordenador e idealizador, João Monteiro, conta que principal objetivo da atividade é fortalecer a cultura afro-brasileira, levar conhecimento, principalmente, para estudantes de escolas públicas e oferecer entretenimento à comunidade. “A educação afro brasileira é a nossa história, e isso ainda não foi implementado nas escolas”. Oficinas Tambores na Escola - Créditos Josemildo Cavalcante (2)

O dinheiro para execução do projeto foi direcionado apenas para o ano de 2012, mas as oficinas continuaram com o trabalho voluntário de Monteiro e de outros dois instrutores: André Luís e Ubiratan Jesus, conhecido como BiraDjham. O oficineiro, André Luís, 37, afirma que o resultado do projeto foi o que o motivou a continuar. “A gente se sentiu com certa obrigação de não deixar o trabalho parar. A gente vê muitas crianças que não tinham contato nenhum com o instrumento e que agora tocam.” Além disso, o retorno das famílias também é positivo. “Temos contatos com os pais, conversamos com eles para dar incentivo. Os pais contam que os filhos têm melhorado tanto na escola quanto em casa. A gente não só dá aula de percussão, a gente também conversa, explica e fala que tem que estar bem na escola”, reforça a produtora do projeto Geny Marques, 47.

A estudante Rosa Maria Mel, 11, está no projeto desde o início e demonstra satisfação com a atividade. “É melhor do que ficar na rua, fazendo coisas erradas. E na escola é muito bom. Se um dia tiver uma apresentação eu posso tocar”. Vinícius Gomes, 15, aprendeu a tocar percussão durante as aulas. “Estou há cinco meses no projeto e estou gostando muito”. A mãe de Vinícius, a professora Leonisia Gomes, 40, aprova o Tambores na Escola. “Hoje em dia nossas crianças precisam disso. Elas precisam conhecer outras culturas e conhecer todos instrumentos. “

 

Oficinas Tambores na Escola - Créditos Josemildo CavalcanteHistórico

Foi uma experiência nos Estados Unidos que motivou João Monteiro a construir o projeto Tambores na Escola. Em 1998, ele começou a dar aulas de para estudantes e decidiu se aprofundar no assunto e trazer para o Brasil a atividade. A iniciativa deu certo e aos poucos conquistou espaço nas escolas do Distrito Federal. A Escola Classe 7 de Ceilândia foi a primeira contemplada.

Serviço:  Os interessados em participar das oficinas podem entrar em contato com o coordenador João Monteiro pelos telefones: (61) 3385.7476 / 8495.4192 / 9862.3369 / 9226.3889 / 7818.7793

As aulas acontecem às quartas-feiras às 17h. Local: Quadra 1, Conjunto H, Lote 22, Setor Sul – Gama